Turismo de Base Comunitária: novidades e reflexões

O Turismo Comunitário Blog está para completar um ano e vai ganhar um novo formato, outro ritmo e conteúdo exclusivo sobre o tema 😉 Inspirada por um novo momento de vida, estou preparando com muito carinho uma nova forma para conhecermos e aprendermos sobre Turismo de Base Comunitária.

Tem muita coisa boa vindo por ai, aguardem!!

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Enquanto isso…

Compartilho uma reflexão recente, sobre a compreensão do Turismo de Base Comunitária, que surgiu a partir do desenvolvimento da minha dissertação 🙂

Quando nos propomos a compreender verdadeiramente algo, temos que estar cientes que ai se inicia uma caminhada de transformação, onde nos abrimos à desconstrução do que “sabemos” rumo à construção de um novo saber. Há alguns anos tenho trilhado esse caminho de descoberta sobre o turismo comunitário, onde diversas vezes foi necessário desconstruir para construir. O caminhar trouxe novas referências e experiências, respondeu algumas perguntas e gerou novas.

Hoje, em um novo momento de desconstrução, inspirado pela busca de um referencial de análise para compreender o Turismo de Base Comunitária, me deparo com diversos caminhos e abordagens que tendem a fragmentar o conhecimento na tentativa de explicar um fenômeno tão complexo como o turismo.

Observando o caminhar de pesquisadores que se debruçaram sobre o assunto, fica claro que para compreender o turismo é necessário desfragmentar o conhecimento entre as ciências, assumir as incertezas inerentes a sua compreensão e acima de tudo aprender e ensinar sobre a condição humana, saberes inspirados por Edgar Morin para a educação, mas que se aplicam ao exercício de compreensão do turismo.

Nesse sentido, a Teoria da Complexibilidade  vem sendo utilizada em alguns estudos sobre o turismo, e gostaria de mencionar dois que merecem uma leitura. O primeiro é a dissertação da Juliane Noschang da Universidade de Brasília,“O modelo teórico SISTUR diante da complexibilidade do fenômeno turístico”, onde propõe um redesenho do SISTUR. O segundo é do pesquisador Henrique Cabanilla da Universidad Nacional del Sur, “Desarrollo del turismo comunitário em Ecuador, bajo el paradigma de la complejidad y el Sumak Kaway”, trabalho que nos brinda com novos horizontes sobre o fazer e o saber sobre o tema.

Um outro estudo que faz um lindo exercício de compreender o TBC é o da Nathalia Hallack Fabrino da Universidade de Brasília, “Turismo de Base Comunitária: dos conceitos as práticas e das práticas aos conceitos”, onde sugere categorias de análise específicas para o TBC.

A compreensão do TBC também se apropria de outros conhecimentos como o Desenvolvimento em Escala Humana, onde Manfred Max-Neef menciona a satisfação das necessidades humanas fundamentais e a articulação orgânica entre o homem, a natureza e a tecnologia entre os pilares para um desenvolvimento territorial sustentável.

Conhecimentos que revelam inúmeras possibilidades de desconstrução e construção de um novo saber sobre o Turismo de Base Comunitária. No entanto, vale mencionar que o saber não se constrói somente a partir da academia, há saberes que se produzem nos encontros e trocas com o outro.

Em meio a esse processo e entendendo que somos todos aprendizes e educadores, compartilho esse momento de desconstrução, que tem durado alguns meses, mas que se traduz em uma nova compreensão do Turismo de Base Comunitária que logo estarei compartilhando com vocês 😉

Abraços e até breve!!

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